Buscar


Entre saberes e distâncias: medicina e cuidado fora dos grandes centros
Entre Coimbra e o Alentejo, este texto reconstrói a passagem de saberes médicos ao longo de dois séculos – dos barbeiros-sangradores aos médicos formados – a partir de um manuscrito de 1855. Diferentes homens, diferentes tempos e um mesmo compromisso com o saber como forma de cuidado. Um olhar sobre a medicina fora dos grandes centros e sobre o valor de preservar o que se transmite entre mãos e gerações.


Entre as mãos e a memória: um livro de medicina manuscrito e o percurso de quem o ditou, usou e guardou
Um livro manuscrito de medicina do século XIX ditado por João Lopes de Morais, professor preso por motivos políticos, e copiado para uso de barbeiros-sangradores. Neste segundo texto da série Documentos com História, revelo as histórias deste documento singular: autoria, circulação, uso e valor material. Porque cuidar também é dar a conhecer – e conservar é também partilhar o que se descobriu.


Licença para curar: exame a um sangrador de 1844
Primeiro texto da série Documentos com História, este artigo parte de um auto de exame de 1844 e resgata a prática dos sangradores em Portugal do século XIX. Preservado dentro de um antigo livro de medicina, o documento revela como o saber empírico era formalizado, e lembra-nos que conservar é também dar a conhecer. Resgata-se o valor de papéis que contam histórias esquecidas.


Coleções retocadas – a Foto-Estefânia: Retoque, a Fotografia de Bairro e o Glamour do Cinema
Análise técnica e cultural da coleção Foto-Estefânia, um conjunto de negativos retocados nos anos 1920–30 em Lisboa. O texto revela como o glamour do cinema influenciou a estética do retrato de estúdio e os gestos técnicos aplicados ao negativo. Uma abordagem rigorosa sobre imagem, gosto e património fotográfico.


Ver para compreender: uma reconstrução virtual do altar-mor da Igreja do Espírito Santo em Évora
Uma reconstrução virtual do altar-mor da Igreja do Espírito Santo, em Évora, deu origem a uma plataforma digital interativa criada em 2015. Dez anos depois, revisitamos este projeto que tornou visível o que já não se vê – e acessível o que antes estava reservado à academia. Uma reflexão sobre restauro, memória e novas formas de comunicar o património.


Coleções retocadas – Ver o invisível
Proposta para uma nova leitura dos negativos fotográficos como objetos culturais. A partir do estudo de seis coleções portuguesas, revela-se o papel do retoque manual na construção da imagem, destacando o valor material, técnico e simbólico dos negativos no contexto da fotografia de estúdio, científica e amadora da primeira metade do século XX.









