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Boas Práticas

Conservação preventiva e planos de conservação: o primeiro passo para cuidar do seu acervo

Porquê começar por aqui

Quem trabalha com património – seja em bibliotecas, arquivos, museus ou noutras instituições culturais – sabe que os recursos são sempre limitados. Mas o que muitas vezes passa despercebido é que a maioria dos problemas de conservação não acontece de repente. Desenvolvem-se lentamente, em silêncio, até ser demasiado tarde.


Começar pela conservação preventiva é inverter esta lógica. É parar antes de correr, observar antes de intervir, planear antes de agir. É aqui que entra o plano de conservação: uma ferramenta essencial para perceber o que está em risco, o que deve ser feito, e por onde começar.


Cuidar do espaço também é conservar
Cuidar do espaço também é conservar

O que é conservação preventiva (e o que não é)

Conservação preventiva é a área da conservação dedicada à proteção dos bens culturais sem lhes tocar diretamente. Não se trata de restauro nem de intervenções materiais, mas sim de criar condições que retardem ou evitem a deterioração.


Trata-se de controlar o ambiente (temperatura, humidade, luz), garantir o bom acondicionamento, promover boas práticas de manuseamento e planear a organização dos espaços. E sobretudo, trata-se de evitar que os danos aconteçam – mesmo quando não se vêem potenciais agentes de deterioração.


A conservação preventiva atua num sistema em camadas: o edifício protege a sala, a sala protege o armário, o armário protege a caixa e a caixa protege o objeto.

Níveis de atuação da Conservação Preventiva
Níveis de atuação da Conservação Preventiva

Planos de conservação: o que são, para que servem

Um plano de conservação é um documento técnico que identifica os riscos e necessidades de uma coleção, define prioridades e propõe medidas concretas para garantir a sua preservação. Pode ser mais ou menos complexo, mas é sempre uma ferramenta prática e adaptada ao contexto da instituição.


Ao contrário de um diagnóstico isolado, um plano não termina na descrição dos problemas. Aponta caminhos: que riscos são mais graves? Quais os mais urgentes? Que ações são realistas com os meios disponíveis? Onde será necessário apoio externo? E como integrar tudo isto nos objetivos globais da instituição?

As 4 dimensões fundamentais do diagnóstico
As 4 dimensões fundamentais do diagnóstico

Mas então… isto é só “bom senso”?

Muitos aspetos da conservação preventiva parecem evidentes: não empilhar livros pesados sobre cadernos frágeis, evitar humidade, limpar o pó, não deixar janelas abertas. Mas sem uma visão técnica e sistemática, os erros acumulam-se:

– A estante está impecável… mas encostada a uma parede com infiltrações.

– A digitalização avançou… mas as fotografias originais não estão estabilizadas nem prontas para serem digitalizadas.

– Usam-se luvas… mas são de algodão, que absorvem sujidade, libertam fibras e rasgam papéis frágeis.


Aplicar boas práticas não é difícil – mas pode ser trabalhoso. Requer tempo, conhecimento técnico, e recursos que nem sempre estão disponíveis no dia a dia. Sem apoio ou orientação especializada, é fácil adiar decisões importantes, fazer escolhas desajustadas ou concentrar esforços onde o risco é menor.


O plano de conservação ajuda a ver o conjunto, a definir prioridades e a evitar falsas soluções.

Com plano e sem plano de conservação exemplos

Primeiros passos que qualquer instituição pode dar

Mesmo antes de ter um plano completo, há medidas simples que qualquer equipa pode implementar:


5 passos para iniciar a conservação preventiva
5 passos para iniciar a conservação preventiva

Mas para garantir eficácia, sustentabilidade e prioridades corretas, um plano técnico continua a ser o melhor caminho.


Para terminar: conservar é decidir bem, antes do tempo

A conservação preventiva não é um luxo. É uma forma mais inteligente, económica e duradoura de cuidar das coleções.


Um plano de conservação ajuda as instituições a deixarem de reagir para começarem a antecipar.

Permite argumentar com dados.

Definir prioridades.

Evitar desperdícios.

E construir uma gestão mais autónoma e informada.


Conservar não é apenas manter o que existe.

É criar condições para que o património continue a fazer sentido no futuro.


Tal como recorremos a advogados, contabilistas ou técnicos de informática sempre que é necessário, também o património pode beneficiar de apoio técnico externo especializado. A conservação não precisa de ser feita sozinha, nem improvisada.


Contar com um serviço externo permite ter acesso a conhecimento técnico qualificado, sem os custos fixos de uma equipa permanente – e, mais importante, evitar perdas irreversíveis que só se resolvem com restauro… ou já sem solução.


Na Catarina Cortes Conservação & atelier CCC, estamos disponíveis para ajudar a sua instituição a dar o primeiro passo. De forma realista, faseada e adaptada à sua realidade.


Quer saber mais e começar já a criar as melhores condições para as suas coleções?


Entre em contacto e saiba como podemos ajudar.

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